22/04/2026 11h26 - Atualizado em 22/04/2026 11h52

Políticas Culturais e trabalho na Cultura são temas de Seminário em Vitória

Pesquisadores, estudantes e trabalhadores da cultura de todo o Brasil se encontrarão no Espírito Santo nos dias 7,8 e 9 de maio no Seminário Trabalho na Cultura 2026, que acontecerá no Museu Capixaba do Negro (Mucane), no centro de Vitória. A programação conta com debates e apresentação de resumos expandidos e relatos de experiência. O seminário é aberto ao público, não havendo necessidade de fazer inscrição para participar.

Com o tema “Trabalho, territórios, políticas públicas em disputa”, o evento propõe reflexões sobre as políticas culturais e os impactos no trabalho na cultura. O objetivo é debater experiências no Brasil e no mundo e analisar os desafios e conquistas do setor.

O Seminário é uma realização da Associação Cultura Capixaba (CUCA) e do movimento Grito da Cultura com apoio da Secretaria da Cultura (Secult), Secretaria de Cultura de Vitória e Ciclo Escola. A primeira edição do encontro foi realizada em maio de 2025. Os trabalhos apresentados foram publicados nos anais do evento, que podem ser acessados aqui.

A edição de 2026 selecionou 15 resumos e relatos de experiência que serão apresentados ao longo da programação com autores de várias cidades do país. Além das apresentações, a programação inclui debates. No dia 07, às 19h acontece o debate Políticas Culturais em dados e disputa com Lia Calabre (RJ), da Fundação Casa de Rui Barbosa; Frederico Barbosa, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada do Distrito Federal (Ipea); Karlili Trindade (ES), do Observatório Grito da Cultura; e Genildo Coelho (ES), do Ádapo Instituto de Preservação do Patrimônio Cultural.

No dia 08, Os desafios do futuro do trabalho na cultura é o tema do debate com Edcarlos R. Bomfim (BA), do Coletivo JACA; Bruno de Deus e Magnago (ES), da Casa Sinestésica; e Angela Couto (SP), do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated/ES). O último debate, no dia 09, com o tema Cultura em emergência: entre o apagamento e a resistência, conta com a presença de Flávia Santos (ES), do Quilombo Angelim II, em Conceição da Barra; Thiago Maiandeua (PA), da Rede Cuíra e liderança Tupinambá; e Penha Gaspar (ES), do Fórum Chico Prego.

Thiago Maiandeua destaca a importância do Seminário: “Para mim, que venho de um território tradicional e atuo diretamente com cultura e meio ambiente, eventos como este são essenciais. São espaços onde a gente consegue trocar vivências, fortalecer nossa luta e pensar políticas culturais que realmente dialoguem com a realidade dos territórios. Estar nesse evento também é reafirmar meu compromisso com a defesa da cultura como direito e como ferramenta de resistência.”

Lia Calabre, da Fundação Casa de Rui Barbosa, acredita que eventos como o Seminário Trabalho na Cultura são importantes, uma vez que a discussão sobre o trabalho na cultura é fundamental e tem crescido nos últimos anos. “Os estudos sobre as cadeias produtivas da cultura foram revelando ao longo dos anos 2000 a complexidade desse campo de trabalho, a diversidade de fazeres e saberes que estão envolvidos nesse grupo”, afirma.

Ela aponta que a necessidade efetiva de estudar e conhecer o conjunto dos trabalhadores ficou mais evidente durante a pandemia da Covid-19, quando se passou a ter uma ideia maior de que se trata de uma cadeia que vai além dos atores teoricamente principais e mais conhecidos, que são os artistas. “Para que o trabalho artístico aconteça há um conjunto de outros profissionais envolvidos no processo”, pontua.

Lia Calabre destaca, também, que ainda há um grande preconceito em relação à cultura como trabalho, mas apesar disso, os dados mostram o tamanho da contribuição da cultura para a geração de empregos, mesmo que não formais. “Aí entram as políticas para, de alguma maneira, interferir nessas assimetrias no setor e na forma como é visto e considerado, como regulações mínimas que garantam o status de trabalhador”, ressalta.

 

Karlili Trindade, curadora do evento, aponta a importância dele para as discussões sobre o setor cultural. “O Seminário se consolida como espaço de debate sobre políticas culturais e se torna destino de pesquisadores e trabalhadores da cultura de todo o Brasil, colocando o Espírito Santo na rota dos grandes Seminários. Basta observar que grande parte das apresentações de resumos e relatos são de autores de outros estados. Em 2025, foram seis apresentações. Neste ano, foram selecionados 15 textos. Um aumento significativo. Marca um amadurecimento do debate sobre o trabalho, se tornando referência”, frisa. 

Cuca e Grito da Cultura

A Associação Cultura Capixaba (CUCA) nasceu em 2015 da necessidade de atender uma demanda do setor cultural em aglutinar seus agentes, profissionalizando a atuação dos trabalhadores e com isso promover projeto, ações e programas culturais e socioculturais para fortalecer a cultura no Espírito Santo, além de formar uma rede de trabalhadores da cultura para promover a cultura capixaba. O Grito da Cultura-movimento das trabalhadoras e trabalhadores das artes e da cultura é um movimento social formado por trabalhadores da cultura que nasceu em 2022 para lutar contra o desmonte das políticas públicas de cultura em Vitória, mas que está ampliando sua atuação para todo o Espírito Santo.

 

Serviço:
Seminário Nacional Trabalho na Cultura
Tema: Trabalho, territórios e políticas públicas em disputa
Data: 07, 08 e 09 de maio
Local: Museu Capixaba do Negro – MUCANE, Av. República, 121 - Centro, Vitória
Horário: dia 7 (das 15h às 21h), dia 8 (das 16h às 21h), dia 9 (das 9h às 17h).

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