Espetáculo de palhaçaria “Gina, a gênia” estreia em março e aborda do tema de relações trabalhistas
No dia 21 de março (sábado), estreia o espetáculo ‘Gina, a gênia’, às 19 horas em Domingos Martins. A montagem narra a rotina de uma gênia que precisou se adaptar à realidade do mercado de trabalho e, atualmente, trabalha no setor de Recursos Humanos de uma grande empresa. O espetáculo também passará por Vitória e São José dos Campos (SP) em sua temporada de estreia. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 12 anos. As apresentações em Vitória contarão com intérprete de Libras.
O projeto foi realizado por meio do Edital n°10/2024 - Artes Cênicas, da Secretária da Cultura (Secult), com recursos do Fundo de Cultura do Espirito Santo (Funcultura).
Utilizando o humor e a linguagem da palhaçaria, “Gina, a gênia” é o primeiro espetáculo solo da atriz e palhaça Patricia Galleto, que dá vida à palhaça Gina, com direção de Adriana Marques e orientação dramatúrgica de Fernando Marques.
A temporada de “Gina, a gênia” também irá oferecer uma oficina de iniciação à palhaçaria, no dia 28 de março (sábado), às 9 horas, com a diretora Adriana Marques, em Vitória. Os interessados devem se inscrever a partir do dia 18 de março por meio de um formulário on-line. Além disso, haverá uma apresentação para alunos da rede pública de ensino em Domingos Martins.
Sinopse
Após atravessar mares e desertos em uma lâmpada mágica, servindo a diferentes amos por décadas e décadas, a Palhaça Gina passa a trabalhar no setor de Recursos Humanos da “Stuped Corporation Ltda., bem Ltda.” – um ambiente tão saudável quanto a própria vida em um sistema opressor. Seu objetivo: trabalhar para ficar livre! Será que, enfim, ela irá realizar seu sonho de liberdade?
“O espetáculo foi pensado dentro da linguagem do Circo-Teatro, que traz a palhaçaria misturada a elementos teatrais, como a criação de uma dramaturgia própria, por exemplo, com o objetivo de falar sobre temas como a exploração do trabalhador, a falta ou perda de direitos, a precarização do trabalho e o adoecimento. Mas também da importância da tomada de consciência e da organização de classe a favor da luta por direitos de trabalhadoras e trabalhadores”, explica Patricia.
A artista, que também é atriz e integra o Grupo Z, desenvolve sua pesquisa na palhaçaria desde 2017, apresentando seus números em festivais e cabarés. A iniciativa de montar um espetáculo, entretanto, surgiu do seu contato com a palhaça, atriz e diretora Adriana Marques. “Adriana reside em São José dos Campos (SP), cidade onde mora minha família. A gente já se conhecia de encontros de palhaças; ela é muito experiente e eu a admiro como artista, então cheguei com a proposta de desenvolvermos um trabalho juntas. Eu pensava num número, mas ela me perguntou: ‘Por que não um espetáculo? ’”.
Adriana conta que o processo criativo foi muito instigante, uma vez que o tema era extremamente amplo e, ao mesmo tempo, urgente. “O fato de que os gênios eram escravizados por seus ‘amos’ foi uma analogia importante para o desenvolvimento da nossa dramaturgia, que apresenta uma gênia contemporânea inserida nos moldes trabalhistas atuais de muita pressão, assédio moral e adoecimento”, destaca a diretora, que acrescenta que a linguagem da palhaçaria permite a condução do tema de forma leve e divertida para a reflexão e o posicionamento.
O convite a Fernando Marques, que assina a orientação dramatúrgica do espetáculo, veio em função da longa experiência de trabalho juntos não só no Grupo Z como no último projeto que desenvolveram, a pesquisa “Dramaturgia da Palhaça”, que permeia também o espetáculo.
E a palhaça, o que é? O que ela quiser!
“A palhaçaria feminina é um movimento de resistência dentro dessa linguagem, por isso vemos festivais e debates com esse recorte de gênero, e também de raça, como uma tentativa de firmar outras vozes muitas vezes vetadas dessa prática artística”, diz a dramaturga Patrícia Galleto, que considera a palhaçaria também um campo político.
“É político tanto no sentido de a gente ter voz e poder falar sobre o tema que desejar quanto na própria prática profissional, como palhaças e palhaços que são artistas de rua, de circo tradicional ou atuam no teatro e exaltam, através do humor, a inadequação e a falibilidade do ser humano, provocando o riso e mostrando aquilo que as pessoas muitas vezes não querem enxergar”, aponta.
Ficha técnica
Elenco: Patricia Galleto/Palhaça Gina
Direção: Adriana Marques
Dramaturgia: Patricia Galleto e Adriana Marques
Orientação dramatúrgica e design gráfico: Fernando Marques
Direção de arte e figurino: Farley José
Trilha sonora: Deyvid Martins
Confecção do crânio: Brab
Confecção boneco ansiedade: Marcio Douglas
Produção, operação de som e locução em off: Luiz Carlos Cardoso
Social mídia: Evilyn Quintino
Fotografias de divulgação: Ivna Messina
Intérpretes de Libras - Vitória: Miriã Shaydegger e Adson Basílio
Texto "Samba da Utopia": Jonathan Silva
Apoio: Cena Espaço Cultural, Sala Baila! e Associação Bom Humor
Agradecimentos: Victor Hugo dos Santos Galleto, Tânia Mara Baptista Cabral Galleto, Renato David Oliveira e Marcio Douglas
Serviço:
Gina, a gênia
Data: 21/03 e 22/03 (sábado e domingo)
Horário: 19h (sábado) e 17h (domingo)
Local: Cena Espaço Cultural – R. Karl Gerhard, 27, Campinho, Domingo Martins
Entrada gratuita
Data: 28/03 e 29/03 (sábado e domingo)
Horário: 19h
Local: Árvore Casa das Artes – R. Padre Nóbrega, 193, Centro, Vitória
Acessibilidade em Libras
Entrada gratuita
Data: 12/04 (domingo)
Horário: 18h
Local: Teatro Marcelo Denny – R. Elisa Costa Santos, 154, Jardim São Dimas, São José dos Campos (SP)
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 12 anos
Oficina “A Liberdade do Ser”, com Adriana Marques
Inscrições
Data: a partir de 18/03 (quarta-feira)
Link para inscrição: https://forms.gle/72cab8JscjsQtDC19
Oficina
Data: 28/03 (sábado)
Horário: 9h às 13h
Local: Árvore Casa das Artes – R. Padre Nóbrega, 193, Centro, Vitória
Mais informações e divulgação de resultados estarão disponíveis em breve no perfil @dramaturgiadapalhaca no Instagram.
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