12/01/2026 17h25 - Atualizado em 12/01/2026 17h26

Circuito Avessinho abre inscrições para oficina de congo gratuita para crianças

Foto: Karen Mantovanelli

O projeto Circuito Avessinho realiza no próximo dia 25, a oficina de congo gratuita para crianças de 6 a 12 anos, Mulembá: raízes da cultura afro-brasileira. A atividade que acontecerá das 15h às 17h, no Espaço Thelema, no Centro de Vitória, conta com 10 vagas e está com inscrições abertas no link.

Para participar, a criança deverá estar acompanhada de um responsável. Cada uma vai ganhar o Kit Avessinho, que vem com ecobag, livros, canetinha e desenhos para colorir.

O Circuito Avessinho é um projeto infantil do Cineclube Avesso e busca garantir o direito das infâncias à cultura e ao lazer. Está sendo realizado por meio do Edital 19/2024 – Cultura para as Infâncias, com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura), da Secretaria da Cultura (Secult) e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

No primeiro momento, a oficina de congo envolverá contação de estória, com apresentação do João Bananeira, personagem do carnaval de congo de Roda D’Água, em Cariacica, que surgiu há mais de 150 anos como resposta ao racismo, à escravização e à exclusão social. Além disso, haverá apresentação dos elementos da cultura congueira, como os instrumentos musicais.

Depois, as crianças participarão da parte prática, que iniciará com a identificação dos toques do congo para, posteriormente, tocar os instrumentos, que são a casaca, tambor, ganzá e triângulo, disponibilizados durante a oficina. Contudo, caso a família tenha algum e quiser levar, será permitido.

A oficina será ministrada por João Ifakorede, contramestre de congo, educador e coordenador do Coletivo Zacimba Educa, que promove ações culturais na região da Grande São Pedro. Seu trabalho, por meio de oficinas e projetos educativos, é voltado para a valorização das culturas afro-brasileira e indígena, preservação dos saberes tradicionais, protagonismo infantil e juvenil e o fortalecimento da identidade capixaba por meio da música, oralidade e convivência comunitária.

Para João, a oficina é uma forma de garantir o direito das crianças à cultura e ao brincar. “A criança tem direito à cultura, ao brincar, ao lazer e desenvolvimento cognitivo, desenvolvendo, por meio do brincar do congo, sua fala e coordenação motora, por exemplo”, diz. Ele destaca, ainda, que a atividade também é uma forma de preservação cultural.  “É uma transmissão do conhecimento, da ancestralidade. Uma forma de conectar as primeiras infâncias à nossa cultura e preservar o patrimônio imaterial. Elas vão crescer sabendo o que é o congo”.

O nome da oficina, Mulembá, trata-se, explica João, de uma árvore da serra do Congo, na África, que servia de ponto de encontro para os griôs reunirem a comunidade para contar as estórias de seu povo. A sombra da copa da árvore também foi palco de ações de resistência contra as invasões portuguesas, já que nela reis e guerreiros se reuniam para formar frentes anticolonialistas.

 

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