15/02/2019 11h07 - Atualizado em 15/02/2019 14h39

Temática LGBT é destaque na programação da Galeria Homero Massena e do Palácio Sônia Cabral em fevereiro

No mês de fevereiro, o Palácio da Cultura Sônia Cabral e a Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória, realizam uma programação integrada e direcionada para comunidade LGBT, buscando dar visibilidade para as questões de gênero e sexualidade. A Mostra de vídeo Videografias do Corpo, a exposição fotográfica Transpotências, a leitura dramática Trangressoras e o espetáculo teatral Cortiço dos Anjostrazem uma similaridade em seus conceitos: são obras artísticas que retratam a dura realidade e vivência de travestis, mulheres e homens transexuais no País.


De forma a permitir uma maior inclusão, todos os eventos são gratuitos para pessoas trans e travestis. De acordo com o administrador do Sônia Cabral, Renan Oaks, este é um momento ideal dos espaços culturais apoiarem as causas LGBT. 

"Acreditamos que é nosso dever criar e promover ações que garantam a representatividade e a visibilidade destas pessoas. Esta programação também demonstra que o diálogo entre os espaços culturais potencializa suas programações. Desta forma conseguiremos alcançar um número maior de pessoas e começaremos a criar um circuito cultural pela cidade, mesmo com linguagens semelhantes em programações distintas”, destaca Oaks.

Para o coordenador da galeria Homero Massena, Nicolas Soares, a mostra Videografias do Corpo “trata de corpos possíveis. De superfícies possíveis. De subjetividades possíveis. De afetividades possíveis. Entendendo que grupos historicamente invisibilizados se encontram sempre nas interseções e endossam o coro para legitimar cada existência”, afirma.


Outro destaque no mês de fevereiro é a premiação Humaniza, que acontece no dia 27 de fevereiro, no teatro Sônia Cabral. Criada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), o evento reconhece os servidores da Sejus com maior contribuição para o desenvolvimento do sistema prisional capixaba.

Teatro Sônia Cabral

Exposição fotográfica transpotências -

(Até 28 de Fevereiro)


Registro fotográfico do cotidiano de três mulheres trans de diferentes recortes sociais e raciais, moradoras de Vitória. A exposição conta com fotografias e produção geral de Aidê Malanquini e curadoria de Luara Monteiro.


Horário de visitação: 09h às 17h / classificação livre

Entrada gratuita.

 

  Leitura dramática trangressoras –

(Sexta-feira, 15 de fevereiro)


Encenando da comédia ao drama, o Coletivo Elas Tramam apresenta leituras dramáticas abordando questões de gênero e sexualidade. Os textos são das autoras Alessandra Pin Ferraz, Priscilla Gomes, Patrícia Eugênio e Rejane Arruda, que fazem parte do Coletivo Elas tramam. O projeto é formado por mulheres que produzem e encenam suas dramaturgias em esquetes e performances. Durante dois anos elas produziram, com o apoio da Secult/ES, dois E-books que podem ser acessados por meio do link:

https://elastramam.wordpress.com/

 

Direção e elenco: Coletivo Elas tramam

Autoras e Textos:

Alessandra Pin Ferraz: “Quem tem medo da monstra” e “Casadell@s”

Priscilla Gomes: “Dá a mão pro bicho não entrar”

Patrícia Eugênio: “EvaGina”

Rejane Arruda: “Rasgo”

 

Horário: 20h | classificação 14 anos | duração: 90min

R$ 20 (inteira) | 10 (meia). Eventos são gratuitos para pessoas trans e travestis.

 

  - Espetáculo teatral Cortiço Dos Anjos -

(Sexta-feira e sábado, 22 e 23 de fevereiro)

 

Encenada pela Trupe Iá Pocô é inspirado pelas obras de Nelson Rodrigues e Plínio Marcos, o espetáculo narra a história de um assassinato e o interrogatório de quatro moradores suspeitos do crime em um cortiço. No caminho, os personagens destrincham suas tristezas e dores ao público. Direção e dramaturgia de Rodrigo Paouto. Elenco: Rodriggo Sabatini, Dana Oliver, Josi Oliver e Deb Schulz

 

20h | Teatro | Classificação 18 anos | Duração: 80min

R$ 20 (inteira) | 10 (meia). Eventos são gratuitos para pessoas trans e travestis.

 

Prêmio Humaniza - Secretaria de Estado da Justiça -

(Quarta-feira, 27 de fevereiro)

 

Promovido pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), por meio do Programa de Humanização na Gestão Penitenciária, o prêmio busca identificar, reconhecer e estimular as boas práticas desenvolvidas por servidores do sistema prisional capixaba. O evento tem três categorias de premiação: A Gestão humanizadora, em que concorrem sete unidades prisionais; os Projetos Humanizadores, com 11 iniciativas disputando e a Atitude Humanizadora, com seis servidores concorrendo.

 

Horário: 16h | Premiação | Classificação Livre

Entrada Gratuita

 

O Palácio da Cultura Sonia Cabral, fica localizado na Praça João Clímaco, s/n - Centro, Vitória Horário de visitação: de segunda a sexta, das 09h às 17h. Telefone: 3132.8396 e 3132.8399.

 

Galeria Homero Massena

 

Mostra de vídeos videografias do corpo -


(De segunda a sábado, 18 a 23 de fevereiro)

 

Na mostra de vídeos que acontecerá no período de 18 a 23 de fevereiro, será apresentado um panorama de artistas e produtores audiovisuais nacionais e internacionais que trabalham com a possibilidades de remodelação do corpo sociopolítico, as subjetividades subalternizadas na esfera pública hegemônica (branca/hétero), além de questões voltadas a ancestralidade e negritude.  O projeto expositivo foi proposto pelo coletivo Casa 310; uma instalação de mobiliários que pensa as formas de exibição e a experiência do espectador, especialmente para o espaço da galeria.

Produções:

 

Translúcidos (SP, 2015, 14 min.)

Realizado pelo Coletivo Gleba do Pêssego e dirigido por Asaph Luccas e Guilherme Candido, “Translúcidos" narra a vida de pacientes presos em uma clínica de tratamento de disforia de gênero.

 

Yeda Brown – Efeito Borboleta (RJ, 2017, 6 min.)

O documentário “Yeda Brown - Efeito Borboleta”, uma produção da FACHA – Faculdades Integradas Hélio Alonso, com direção de Pedro Murad, conta a história da atriz Yeda Brown, uma das primeiras transexuais brasileiras (transgenitalizada em 1975), última musa de Salvador Dalí, e sua relação com o artista.

 

#GISANTS#GILLES#PASTOR (ALBUM) (França, 2016, 3 min).

Vídeo/slide feito com selfies e fotografias anônimas, de amadores e profissionais postadas no Facebook utilizando as tags #GISTANTS #GILLES #PASTOR, criado em 2015 por Gilles Pastor.

 

“bikini quadradão” - Yuri Tripodi (BA, 2014, 4 min.)

Desenho|composição de vestimenta para uso cotidiano sentidos de pensamento quadrado [enquadrado conservador] e significados geometricamente a partir de) formas do quadrado e linhas retas, cores tropicais pra a[s]cender o desbunde.

 

Cais do Corpo (RJ, 2015, 7 min.)

Dirigido por Virginia de Medeiros e realizado durante a “revitalização” da Praça Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro, o filme é uma abordagem sobre as transformações do lugar a partir do universo da prostituição em sua dimensão social e política: enquanto as vozes narram à violência e a opressão do projeto urbanístico sem planejamento, os corpos afirmam, no seu erotismo e performatividade, sua resistência a esse modelo.

 

Baile (Experimental, ES, 2015, 8 min.)

“Baile” foi produzido pela artista Rubiane Maia durante uma residência artística no Vilarejo de Cemitério do Peixe no interior de Minas Gerais, conhecido como uma cidade-fantasma pelo fato de abrigar apenas três habitantes e várias casas vazias. Segundo os antigos moradores da região, os escravos eram enterrados à beira do rio, e ainda é possível escutar o som de tambores e cantos trazidos pelo vento.

 

WebDoc Corpo Flor (Série de documentários, ES, 2018)

O documentário de Izah Candido e Wanderson Viana investiga como os corpos negros que fogem da normativa heterossexual dialogam com o mundo, em seu prazer e sua resistência contra uma estrutura de controle e subalternização.

 

“A Massa É Bi / La Massa És Bi” – Berna Reale (PA, 2018, 3 min.)

No vídeo clipe de “A Massa É Bi / La Massa És Bi” a artista Berna Reale apresenta Bi, uma personagem cor de rosa que possui características físicas masculinas e femininas.

 

A Galeria Homero Massena fica localizada na  Rua Pedro Palácios, nº 99 - Cidade Alta - Centro de Vitória. Funcionamento: segunda a sexta - 9h as 18h

Sábado - 13h as 17h

Entrada gratuita. Telefone: 3132.8395

Dia da Visibilidade Trans

No dia 29 de Janeiro de 2004, pela primeira vez, travestis e transsexuais estiveram no Congresso Nacional para expor sua realidade e defender seus direitos na frente dos congressistas. Por esse motivo, a data foi eleita como o Dia da Visibilidade Trans.


Texto: Danilo Ferraz e Carla Nigro (Estagiária do Palácio da Cultura Sônia Cabral)

 

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