02/10/2020 10h30 - Atualizado em 02/10/2020 10h59

Secult reabre edital de chamamento para restauro da Igreja de Conceição da Barra

Propostas de trabalho deverão ter como linha temática a educação patrimonial e deverão ser enviadas até o dia 16 de novembro.

A Secretaria da Cultura (Secult) divulga, nesta sexta-feira (02), a reabertura do edital de chamamento público para Organizações da Sociedade Civil (OSC) de todo o país realizarem as obras de restauro e educação patrimonial na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Conceição da Barra. A Secult receberá as propostas até o dia 16 de novembro. A previsão de custo da obra, que vai durar um ano, é de cerca de R$ 670 mil e o prazo de vigência do Termo de Colaboração será de 12 meses. 

Leia o edital de chamamento 003/2020 na íntegra, os anexos e a sua publicação no Diário Oficial do Espírito Santo AQUI

 Um detalhe deste edital é que o restauro do patrimônio vai acontecer com participação popular. Além das intervenções físicas previstas para serem realizadas no bem tombado, o edital exige propostas com ações socioeducativas de preservação de seu patrimônio e de sua memória praticando, assim, uma interação entre a comunidade e a organização responsável pela obra em torno do local. 

 A gerente de Memória e Patrimônio da Secult, Patrícia Bragatto, explicou sobre o envio de projetos “Lançamos um novo período para recebimento de propostas de Organizações da Sociedade Civil interessadas em realizar essa parceria que integra a obra de Restauro da Igreja Nossa Senhora da Conceição com ações de Educação Patrimonial para valorização e preservação desse bem tombado tão importante que integra nosso Patrimônio Cultural do Espírito Santo”, afirmou.

 A igreja

 Patrimônio tombado pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC), a Igreja de Nossa Senhora da Conceição funcionou como capela no começo do Século XIX. Foi erguida em 1812 e elevada à condição de paróquia em 1831 por ter uma pia batismal e um cemitério.

A edificação tem particularidades que a diferem das demais construções religiosas do mesmo período no Estado, já apontando para outras linguagens estilísticas renovadoras, como o ecletismo e o art déco. Em nota técnica da Secult, justifica-se que a arquitetura da igreja “recria uma nova forma estética a partir das influências da arquitetura colonial”.

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