Lançamento de Revista Traços no Espírito Santo conta com homenagem a Elisa Lucinda
A Associação Traços de Comunicação e Cultura e a Secretaria da Cultura (Secult) realizaram, na última sexta-feira (27), o lançamento da primeira edição capixaba da Revista Traços. O evento, realizado no Theatro Carlos Gomes, marcou a chegada da publicação ao Espírito Santo e contou com a presença de autoridades, representantes da revista e apresentação musical da capixaba Ada Koffi.
Durante o evento, ocorreu ainda a entrega da Comenda Jerônymo Monteiro, a maior honraria concedida pelo Governo, entregue pelo governador Renato Casagrande, com a presença do secretário da Cultura, Fabrício Noronha, à multiartista Elisa Lucinda, capa da primeira edição da revista, que também protagonizou um bate-papo com o público.
“A revista une o fomento à cultura com uma política pública de dignidade social. Estamos criando uma vitrine para os nossos artistas capixabas e, ao mesmo tempo, oferecendo uma oportunidade de geração de renda e autonomia para quem mais precisa”, afirmou o governador Renato Casagrande.
O secretário de Estado da Cultura, Fabrício Noronha, falou sobre a chegada da publicação: “É com alegria que celebramos o lançamento da revista Traços Espírito Santo, uma iniciativa que valoriza a nossa identidade cultural ao mesmo tempo em que promove a transformação social. Nesta primeira edição, temos a honra de destacar na capa a atriz e poetisa capixaba Elisa Lucinda, cuja trajetória inspira e fortalece a arte do nosso Estado. Esperamos que o projeto seja um espaço de diálogo e aproximação da cultura local com o público, reforçando o compromisso não apenas com a arte, mas com a inclusão e o cuidado com as populações em situação de vulnerabilidade.”
“Esse é um jornalismo cultural que encontra sua missão, que, para mim, é ser coisa pública, porque sem a arte é a morte. Sem a arte, o que teria sido de nós na pandemia? Porque tem nutrição que só a arte dá. Que ela possa retirar pessoas da linha da miséria, que possa mudar vidas, como está mudando a da Lisa (porta-voz)”, declarou Elisa Lucinda, homenageada da noite.
Revista Traços
Inspirada no modelo internacional das publicações de rua, a revista propõe um modelo de venda focado na reinserção social, autonomia e oportunidade de trabalho às pessoas em situação de vulnerabilidade social, os porta-vozes da cultura. Ao longo de sua trajetória, o projeto já promoveu o trabalho de mais de 4 mil artistas e recebeu mais de 16 prêmios, nacionais e internacionais.
A expansão para o Espírito Santo prevê a produção de edições dedicadas exclusivamente à cena cultural capixaba, além da formação de uma nova rede de porta-vozes da cultura no Estado. A iniciativa conta com o fomento da Secretaria da Cultura, que vai atuar na articulação com artistas, coletivos e instituições locais, buscando ampliar a visibilidade do projeto no contexto da economia criativa.
Com circulação há mais de dez anos em Brasília (DF) e cinco anos no Rio de Janeiro, a Traços tornou-se uma referência no jornalismo cultural independente no País. A revista publica reportagens, perfis, ensaios fotográficos, entrevistas, crônicas e poesias, sempre com foco na produção artística e na valorização de criadores locais.
O projeto também mantém parcerias com instituições como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades e diversas organizações ligadas à cultura e à economia criativa.
Elisa Lucinda
Elisa Lucinda é uma renomada multiartista brasileira — atriz, poeta, escritora, jornalista e cantora — reconhecida por sua expressiva atuação cultural, pelo ativismo social e pela contribuição decisiva à popularização da poesia no Brasil. Nascida em Cariacica, teve desde cedo o incentivo familiar para desenvolver sua criatividade.
Filha de advogado e professor de língua portuguesa e de professora de yoga, despertou ainda na infância o interesse pela poesia, iniciando-se na arte da declamação aos 10 anos. Formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo e exerceu a profissão durante a década de 1980.
No mesmo período, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca de uma transição de carreira. Foi então que consolidou sua trajetória como atriz, atuando em peças teatrais, filmes, novelas e minisséries. Estreou na televisão em 1989, na novela Kananga do Japão, da Rede Manchete, dando início a uma carreira contínua e prolífica no audiovisual.
Atualmente, está no ar com a personagem Zuzu, na novela Coração Acelerado, da Rede Globo, e, neste ano, celebra 40 anos de carreira, reafirmando sua relevância e permanência no cenário artístico brasileiro.
Paralelamente à atuação, aprofundou sua relação com a escrita, especialmente com a poesia. Em 1998, fundou a Casa Poema, uma instituição socioeducativa que utiliza a poesia falada como ferramenta de formação cidadã e desenvolvimento da expressão. Elisa também é idealizadora da Festa da Palavra, que acontece em Itaúnas, no norte do Espírito Santo, reunindo artistas e público em torno da literatura e da oralidade.
Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma das artistas de sua geração que mais contribuíram para aproximar a poesia do grande público.
Ordem Estadual do Mérito Jerônymo Monteiro
Criada pelo Decreto nº 230, de 19 de abril de 1972, a Ordem Estadual do Mérito Jerônymo Monteiro destina-se a agraciar personalidades e instituições nacionais e estrangeiras dignas e merecedoras da gratidão e da admiração do povo espírito-santense.
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