Capixabas em circulação: Secult ES amplia vivências culturais da capoeira em Salvador
A política de circulação cultural da Secretaria da Cultura (Secult) segue fortalecendo a presença capixaba em importantes territórios da cultura brasileira. Por meio do Edital nº 01/2025 – Circulação e Intercâmbio, com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura) e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura (MinC), do Governo Federal, artistas e agentes culturais do Estado participaram do 11º Festival Internacional de Capoeiragem, realizado em Salvador, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.
Representaram o Espírito Santo o instrutor de capoeira Fabrini Albuquerque Kalil Prates (Instrutor Camaleão) e a produtora cultural e fotógrafa Hanatricia Fraga Pagoto (Açucena), integrantes do grupo Sapeba Capoeira. A participação integrou uma programação intensa, reunindo formações, vivências territoriais, homenagens e debates sobre cultura, educação e políticas públicas.
A agenda teve início com a Noite da Galanteria, dedicada a reverenciar mestres e mestras da cultura popular, reafirmando a centralidade da memória e da ancestralidade na capoeira. Nos dias seguintes, oficinas, torneio infantil e atividades formativas colocaram em evidência a transmissão de saberes, o protagonismo das crianças e o intercâmbio entre diferentes gerações e territórios.
Um dos destaques foi a imersão em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, com ações Griô, encontros com mestres e mestras da cultura popular e vivências ligadas ao maculelê, ao samba de roda e à educação popular, fortalecendo o diálogo entre a capoeira e outras expressões afro-brasileiras.
O festival também se consolidou como espaço de reflexão e produção de conhecimento, com mesas e rodas de conversa sobre história da capoeira, patrimônio cultural, economia da cultura, educação, memória e a presença das mulheres na capoeira. A programação evidenciou o caráter formativo do evento e sua relevância no cenário nacional.
A circulação foi encerrada com a participação na Romaria dos Capoeiristas, em celebração ao Dia de Yemanjá, no bairro do Rio Vermelho, e com uma live de diálogo com o Mestre Boa Gente, abordando temas contemporâneos da capoeira e das políticas culturais.
Ao retornar ao Espírito Santo, os participantes trouxeram na bagagem referências teóricas, novas articulações e perspectivas para projetos futuros, reafirmando a importância de políticas públicas que promovam a circulação cultural, o intercâmbio simbólico e a valorização da capoeira como patrimônio vivo, ancestral e coletivo.
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