“Amazônia”, de Sebastião Salgado, chega ao Espírito Santo como um evento imperdível para o público capixaba
A partir de 2 de abril, os moradores do Espírito Santo terão a oportunidade de vivenciar uma das exposições mais impactantes da fotografia contemporânea. “Amazônia”, do renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, chega a Vitória como um grande acontecimento cultural. A mostra marca a inauguração do Cais das Artes e é a primeira exposição a ocupar um dos mais importantes e aguardados equipamentos culturais do Estado. O evento começa a partir das 10 horas com a retirada do ingresso físico, solenidade e apresentação da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo.
Tendo encantado mais de 2,5 milhões de pessoas em 20 cidades ao redor do mundo, com passagens por Paris, Roma e Londres, além de cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo e Belém, a exposição chega agora ao Espírito Santo carregada de significado e expectativa. Sua vinda ocorre quase um ano após o falecimento de Sebastião Salgado, em maio de 2025, transformando a mostra em um encontro com o legado de um dos maiores nomes da fotografia contemporânea.
“Amazônia” vai além de uma exposição: é uma jornada sensorial. Ao entrar no espaço, o visitante é convidado a abandonar o cotidiano urbano e a mergulhar em um universo onde tempo e natureza se entrelaçam. São cerca de 200 fotografias em grande formato, acompanhadas por vídeos com depoimentos de lideranças indígenas, que revelam não apenas a grandiosidade da floresta, mas também a força e a sabedoria de seus povos originários.
Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição foi concebida como uma experiência imersiva. Imagens suspensas em diferentes alturas, estruturas inspiradas em ocas indígenas e a integração entre som, imagem e espaço criam um ambiente que envolve completamente o visitante. Não se trata apenas de observar, mas de sentir.
A trilha sonora original, composta pelo músico francês Jean-Michel Jarre, aprofunda ainda mais essa imersão. A composição de 50 minutos foi criada a partir de registros sonoros coletados na Amazônia ao longo de várias décadas. Sons da floresta e elementos da cultura indígena ecoam pelo espaço, criando uma atmosfera que ressoa no corpo e permanece na memória.
Ao longo do percurso, o público também poderá assistir a sete filmes com depoimentos de lideranças indígenas, gravados em suas próprias línguas. Os relatos abordam território, cultura, modos de vida e os desafios da preservação, reafirmando o papel central dos povos indígenas na narrativa da exposição.
Dois grandes espaços de projeção ampliam ainda mais a experiência. Em um deles, paisagens amazônicas ganham vida ao som do poema sinfônico “Erosão – Origem do Rio Amazonas”, de Heitor Villa-Lobos. No outro, retratos de povos indígenas são apresentados com trilha sonora composta por Rodolfo Stroeter, criando um diálogo profundo entre imagem, identidade e som.
Uma das seções da exposição é dedicada ao Instituto Terra, fundado por Lélia e Sebastião Salgado. A instituição transformou uma área degradada em Aimorés (MG) em um dos mais relevantes projetos de restauração ambiental do país. Desde 1998, vem restaurando mais de 2.300 hectares de Mata Atlântica, com o plantio de mais de 3,5 milhões de árvores, promovendo também a recuperação de diversas espécies da fauna nativa. O trabalho inclui ainda programas de educação ambiental e iniciativas como o Terra Doce, voltado à recuperação da bacia do Rio Doce, com apoio a produtores rurais na restauração de nascentes e na adoção de práticas sustentáveis.
A exposição “Amazônia” conta com o patrocínio global da Zurich Insurance Group, que desde 2020 também oferece apoio exclusivo ao projeto de reflorestamento e biodiversidade do Instituto Terra.
“A parceria global estabelecida pela Zurich com Sebastião Salgado e o Instituto Terra reflete nosso compromisso com a proteção do futuro do planeta e de todos os seus habitantes. Desde 2020, por meio do projeto Floresta Zurich (Zurich Forest), apoiamos o Instituto Terra na restauração da Mata Atlântica, garantindo sua biodiversidade com o plantio de um milhão de árvores. Em 2022, ampliamos esse apoio, possibilitando que a organização quase triplicasse sua área de restauração até 2024”, destaca Laurence Maurice, CEO da Zurich na América Latina.
“Mais uma vez, os brasileiros podem vivenciar a exposição Amazônia. Imagem por imagem, ela revela o delicado e frágil equilíbrio entre a natureza e o ser humano. Graças ao cuidado minucioso de Lélia Wanick Salgado, a exposição se alinha plenamente à nossa visão, ampliando seu significado e impacto”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich Seguros no Brasil.
Em Vitória, a exposição é realizada pelo Cais das Artes, sob gestão da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), em cooperação com o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura.
“O Cais das Artes foi criado para conectar o mar e a cidade, a memória e o futuro, a arte e as pessoas que se encontram por meio dela. Para a OEI, iniciar essa trajetória com ‘Amazônia’ reafirma o papel do Cais como uma plataforma cultural aberta, um espaço de reflexão sobre os grandes temas do nosso tempo, que conecta o Espírito Santo ao Brasil e à Ibero-América e, a partir daqui, projeta novas perspectivas para o mundo”, afirma Rodrigo Rossi, diretor e chefe da OEI no Brasil.
Para o governador Renato Casagrande, a abertura do Cais das Artes com a exposição “Amazônia” não é apenas um evento cultural, mas o início de uma nova era para o Espírito Santo.
“Ao abrir as portas deste espaço, o Estado finalmente se insere no circuito das grandes artes do mundo. Receber o olhar profundo de Salgado sobre a floresta exige um espaço à altura da dignidade e da escala de sua fotografia. O Cais das Artes nasce para reafirmar que investir em cultura é a base de uma sociedade consciente. É um convite para que cada visitante se sinta parte desta exposição e compreenda que, por meio da arte de Sebastião Salgado, a Amazônia não está distante de nós”, destaca.
O secretário da Cultura, Fabricio Noronha, destacou a relevância de receber a obra de Sebastião Salgado no Espírito Santo. “A exposição Amazônia, de Sebastião Salgado, ao inaugurar o museu do Cais das Artes, marca um momento histórico para o nosso Estado. Trata-se de uma mostra de alcance internacional, que combina excelência artística a uma reflexão urgente sobre a preservação ambiental e os povos originários. Ao mesmo tempo em que posiciona o Cais como um equipamento cultural estratégico no cenário nacional, a iniciativa reforça os vínculos de Salgado com o Espírito Santo e amplia o acesso da população capixaba a uma produção artística de grande relevância e impacto”, afirmou Noronha.
A inauguração do Museu Cais das Artes e a abertura da exposição “Amazônia” acontecem na quinta-feira, 2 de abril, às 10h, com a presença de convidados e autoridades. A visitação do público começa às 12h, com funcionamento até às 20h. A entrada é gratuita e os ingressos estarão disponíveis, nos próximos dias, no site oficial do Cais das Artes (www.caisdasartes.com.br).
SEBASTIÃO SALGADO
Mineiro de Aimorés, o fotógrafo Sebastião Salgado é reconhecido mundialmente por sua obra documental de forte impacto social e ambiental. O que poucos sabem é que Salgado se formou em Economia, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) antes de se dedicar integralmente à fotografia. Essa formação permeou seu olhar, atento às desigualdades, às relações de trabalho e à sobrevivência cultural.
Em mais de 120 países, registrou marcos históricos como a Guerra do Golfo (1991), o genocídio em Ruanda (1994) e a febre do ouro em Serra Pelada, no Pará. Ao longo da carreira, publicou livros marcantes como “Outras Américas”, “Sahel”, “Terra”, “Êxodos”, “Retratos”, “África”, “Gênesis”, “Perfume de sonho” e “Amazônia”, todos acompanhados de exposições internacionais de grande repercussão. Suas obras foram exibidas em importantes instituições culturais e seguem em turnê pelo mundo.
Entre seus principais títulos e reconhecimentos estão o Grand Prix National de la Photographie (França), o Praemium Imperiale (Japão) e o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Harvard. Foi membro da Académie des Beaux-Arts do Institut de France e membro honorário das Academias Americana de Artes e Ciências e de Artes e Letras. Em 2023, foi listado pela revista Time entre os 100 líderes climáticos mais influentes do mundo.
Sua trajetória também foi retratada no documentário “O Sal da Terra”, dirigido por Wim Wenders e seu filho Juliano Ribeiro Salgado.
Parceira fundamental em sua carreira, Lélia Wanick Salgado é responsável pela concepção, design editorial, curadoria e cenografia da maioria dos livros e exposições do fotógrafo, desempenhando papel essencial na construção de seu legado artístico. Sebastião Salgado faleceu em maio de 2025, aos 81 anos, em Paris.
ZURICH INSURANCE GROUP
Zurich Insurance Group (Zurich) é uma seguradora global líder no setor, fundada há mais de 150 anos, que cresceu e hoje atende a mais de 82 milhões de clientes em mais de 200 países e territórios, enquanto proporciona retornos totais aos acionistas acima da média do setor.
Refletindo seu propósito de “criar um futuro melhor juntos”, a Zurich oferece serviços de proteção que vão além do seguro tradicional, para apoiar seus clientes a fortalecer a resiliência. Desde 2020, o projeto Zurich Forest apoia o reflorestamento e a restauração da biodiversidade na Mata Atlântica brasileira.
O Grupo conta com mais de 65.000 funcionários e tem sede em Zurique, na Suíça. A Zurich Insurance Group Ltd (ZURN) está listada na SIX Swiss Exchange e possui nível I no programa de American Depositary Receipt (ZURVY), que é negociado no mercado de balcão no segmento OTCQX. Mais informações estão disponíveis em www.zurich.com.
CAIS DAS ARTES
O Cais das Artes é um complexo cultural do Governo do Estado do Espírito Santo, concebido como um equipamento público dedicado às artes, à cultura e ao convívio social. O espaço é um projeto da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), responsável por sua gestão operacional.
Projetado para receber uma programação diversificada, o Cais das Artes reúne áreas expositivas, espaços de formação, ambientes multiuso e salas de reunião, fortalecendo a presença da arte no cotidiano da população capixaba. Mais informações em www.caisdasartes.com.br.
OEI
Com o lema “Fazemos a cooperação acontecer”, a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) é, desde 1949, o principal organismo intergovernamental de cooperação Sul-Sul na região ibero-americana. Reúne atualmente 23 Estados-membros e 19 escritórios nacionais, além de sua Secretaria-Geral em Madri.
Em 2024, recebeu o Prêmio Princesa das Astúrias de Cooperação Internacional, em reconhecimento ao seu trabalho na promoção do multilateralismo e na articulação entre a Europa e a Ibero-América. A OEI desenvolve mais de 600 projetos por ano, beneficiando diretamente cerca de 12 milhões de pessoas nos últimos cinco anos. Mais informações em https://oei.int/pt/.
ABERTURA - Inauguração do Museu do Cais das Artes e abertura da exposição Amazônia, do Sebastião Salgado
Solenidade – apresentação da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo – abertura da exposição
Data: 02/04 (quinta-feira)
Horário:
10 horas (para retirada do ingresso físico), solenidade e apresentação da Orquestra Sinfônica do ES
17 horas – food trucks e DJs na Praça do Cais
19h30 – última entrada ao museu
Local: Cais das Artes – Rua Judite Maria Tovar Varejão, s/n – Enseada do Suá, Vitória – ES
Entrada gratuita | Classificação livre
INFORMAÇÕES DA EXPOSIÇÃO
Sebastião Salgado – Amazônia
Abertura: 2 de abril de 2026, a partir das 10h
Funcionamento: quinta a domingo, das 10h às 18h
Entrada gratuita | Classificação livre
Cais das Artes – Enseada do Suá, Vitória – ES
Instagram: @expoamazoniabr | @caisdasartes.es | @secult.es
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