Segunda edição do ‘Livro por elas’ destaca poesia de Carla Guerson e incentiva novas escritoras capixabas
Feito para difundir a produção literária de mulheres capixabas e incentivar novas autoras, o projeto “Livro por elas” completou sua segunda edição no último fim de semana, com bate-papo on-line, roda de conversa e oficina de escrita criativa, que aconteceram nos dias 13, 14 e 15 de março. A programação foi completamente gratuita e os eventos presenciais aconteceram na Biblioteca Cine por Elas – espaço literário comandado pelo coletivo Cine Por Elas, que ocupa a Casa Cultural 155, em Vila Velha.
O Livro por Elas é produzido pelo Instituto Cine Por Elas, com apoio da Casa Cultural 155, e foi contemplado por meio do Edital 14/2025 do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo. (Funcultura) da Secretaria da Cultura (Secult) e com recursos da política Nacional Aldir Blanc (PNAB
O tema desta edição foi a obra de poesia “Fogo de Palha” (2023), segundo livro publicado pela capixaba Carla Guerson. Compartilhando seu processo criativo, a autora participou de toda a programação, que contou ainda com a participação e leitura crítica da influenciadora literária de alcance nacional, Camilla Dias (@camillaeseuslivros), no bate-papo on-line na sexta-feira (13); e com a mediação da professora universitária e escritora, Junia Zaidan, na roda de conversa no último sábado (14). Já no domingo, fechando a programação, Carla Guerson ministrou a Oficina de Escrita Criativa.
“Nós mulheres enfrentamos muito medo do julgamento da sociedade. Escrever e publicar é, para nós, um desafio: para conseguir tempo e superar os medos de levar ao público as nossas questões. Temos muitas escritoras capixabas que ainda não tiveram coragem de publicar, mas a cada edição do projeto, elas se sentem mais fortes, mais preparadas, sabendo que existe esse espaço para acolher e incentivar sua escrita”, comenta Fabíola Mozine, idealizadora e coordenadora do projeto.
A roda de conversa e a oficina contaram com mais de 20 mulheres, entre elas leitoras, escritoras e interessadas em desenvolver a produção literária. Para as participantes, o projeto proporcionou a aproximação com as técnicas de produção literária em diversos gêneros, focando na escrita criativa que reflete as vivências, experiências e impressões das autoras.
Assim, o projeto contribuiu para tornar a escrita mais acessível, contemporânea, próxima da realidade e do cotidiano das participantes, abrindo caminho para que novas escritoras possam despertar e desenvolver a escrita poética: “O que mais me chamou a atenção foi como a autora fala sobre poemas, o que para mim costumava ser algo distante. Seu processo criativo mostrou a simplicidade com que ela utiliza de vivências e emoções, tornando seus textos ricos e fluidos ao mesmo tempo. Eu sempre gostei de escrever e foi a primeira vez que participei de uma oficina. Foi profundamente enriquecedor, me senti muito motivada e mais confiante a continuar escrevendo”, contou a participante e vendedora, Bárbara Morales Baltus.
Produção literária
“Escritoras são pessoas comuns, que têm uma vida e que, no meio do turbilhão de coisas para fazer, escrevem. A roda de conversa foi uma possibilidade única de mergulhar nesse universo da escrita da Carla Guerson, conhecer suas histórias e entender o processo que possibilitou a publicação de seus livros. E isso se estendeu à oficina: de forma leve e eficiente, ela nos levou a contar histórias apenas com alguns comandos, partindo da premissa de que somos parte do que escrevemos”, relatou a participante e jornalista, Marcilene Forechi.
Nos eventos, Carla Guerson compartilhou suas reflexões e experiências durante a produção do livro, que começou a ser escrito durante a pandemia e traz em seu primeiro capítulo reflexões sobre finitude e saúde mental. Mãe de uma menina, a escritora e advogada também registrou no livro e no evento a sua experiência com a maternidade, além de questões ligadas à pressão estética e às imposições sobre o corpo das mulheres.
A identificação e pertencimento à escrita das questões femininas foi fortalecida com a partilha das vivências das mulheres, potencializando as participantes para a valorização, reconhecimento e expressão de suas ideias por meio da literatura:
“Uma das formas de combater a violência contra mulheres é ler mais mulheres e difundir o pensamento de mulheres. O projeto foi maravilhoso, me senti extremamente acolhida. Percebi como as nossas vivências são semelhantes e ao mesmo tempo diversas. As experiências das mulheres na sociedade, seus corpos, suas emoções, suas relações, as questões que nos atravessam cotidianamente, tudo isso é muito rico. É bom ver que cada vez mais mulheres têm tido oportunidade de contar suas histórias e seus pontos de vista, porque ainda temos muito a dizer”, afirmou Carla Guerson.
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