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Regina Serapião lança série de videoarte “O que o tempo escreve na pele”

Publicado em: 19/06/2026 15h52
Regina Serapião lança série de videoarte “O que o tempo escreve na pele”
Foto: Fernanda Batalha

A artista Regina Serapião lança na próxima quinta-feira (25), o primeiro episódio da série de videoarte “O que o tempo escreve na pele”, uma obra em três atos na qual corpo, natureza e objetos tornam-se indissociáveis. Os vídeos serão lançados em um canal no YouTube (link), a cada quinta-feira, contando com recursos de acessibilidade de audiodescrição, legenda descritiva e tradução em Libras.

 

O projeto é uma realização da FiNA Produtora, com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura), da Secretaria da Cultura (Secult), e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura.

 

Durante os três atos da obra, “Ato I: Transmutação da pele”, “Ato 2: Tempo, pele, ferrugem”, e o “Ato 3: A profundidade da pele”, a artista coloca seu corpo à disposição do mundo: a areia da praia, as pedras, as folhas do quintal, a água e a ferrugem fazem parte da poética construída por meio de imagens, música e performance, numa reflexão sobre a vida e a natureza.

 

A percepção da passagem do tempo é uma questão central em “O que o tempo escreve na pele”, colocando a vida humana e a natureza em paralelo e em fusão a partir das imagens e sons. “É muito triste ver uma mulher sofrer e se rejeitar por achar que o valor dela está na beleza da pele lisa”, lamenta Regina Serapião. Por isso, a artista usa sua própria pele e seu corpo para mostrar a beleza impressa pelo passar dos anos. “Eu não envelheci por dentro, o que sentia quando criança e adolescente eu sinto hoje, não muda, mas fica mais requintado, mais saboroso”, comenta.

 

O trabalho nasce do lar da artista e do seio de sua família. Fotos e vídeos registrados pela artista se somam às de sua filha, Fernanda Batalha, e às de Fernanda Nali, diretora artística e executiva do projeto. A trilha sonora, instrumental e autoral, é assinada pelo filho de Regina Serapião, o músico e professor Rodrigo Batalha.

 

“Eu não me vejo como uma artista. O que eu tenho é uma forma apaixonada de olhar, de ver beleza onde ela passaria despercebida”, afirma Regina Serapião. Ela revela que desde criança tinha uma grande curiosidade ver as coisas de bem perto e, curiosamente, anos depois, descobriu uma hipermetropia. “Foi esse convite para ir mais perto que me despertou essas descobertas sobre coisas que eu talvez pisasse em cima e não dessa importância”.

 

A partir deste olhar de encantamento com seu entorno, a artista faz de sua varanda de frente para o mar um ateliê, onde reúne e separa materiais encontrados durante caminhadas pela praia ou no próprio quintal: conchas, restos de construções, objetos enferrujados, separados de acordo com o material e dispostos de modo que possam ser manejados para criarem novas percepções, que pretende que no futuro deêm origem a uma exposição para acesso público.

 

 

Uma longa trajetória

Em sua jornada de vida, ingressou tarde na escola, casou-se cedo, mudou-se para Niterói (RJ), teve filhos, divorciou-se, retornou à Praia da Baleia, onde nasceu - numa época em que o número de moradores se contava nos dedos. Chegou a ter um estúdio de fotografia, mas foi só aos 59 anos que ingressou no curso de Artes Plásticas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde formou-se em 2022 com um TCC de que traz pela primeira vez o nome “O que o tempo escreve na pele”, dando início à sistematização das reflexões e performances que desencadeiam na série de vídeo-artes que está sendo lançada.

Foi depois dos 60 anos de idade e dessa longa trajetória que a artista foi selecionada na categoria Meu Primeiro Edital, lançado pela Secult para proporcionar acesso às políticas culturais por artistas e trabalhadores da cultura que nunca concorreram ou não foram selecionados anteriormente, como forma de democratizar os recursos disponibilizados.

 

Minibiografia da artista

Regina Serapião é artista visual e fotógrafa, bacharel em Artes pela Universidade Federal do Espírito Santo. Sua pesquisa articula fotografia, vídeo e performance em investigações sobre corpo, natureza, envelhecimento e o feminino. 

“O que o tempo escreve na pele” marca a primeira apresentação pública, em formato de obra, de uma pesquisa que desenvolve desde a sua monografia.

 

Serviço

Série de videoarte “O que o tempo escreve na pele”

Lançamentos:

Ato I: Transmutação da pele - Quinta-feira, 25 de julho

Ato II: Tempo, pele, ferrugem - Quinta-feira, 2 de julho

Ato III: A profundidade da pele - Quinta-feira, 9 de julho.

Canal no YouTube: https://www.youtube.com/@Oqueotempoescrevenapele 

Página no Instagram: https://www.instagram.com/oqueotempoescrevenapele/

 

Informações à Imprensa:

Assessoria de Comunicação da Secult

Tati Beling / Danilo Ferraz / Karen Mantovanelli

Telefone: (27) 3636-7110 / 3636-7111

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