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Raiar da Liberdade celebra ancestralidade e comemora título de Patrimônio Imaterial Capixaba

Publicado em: 18/05/2026 16h36


O quilombo Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim, deu vida a mais uma edição do Raiar da Liberdade no último sábado (16). Todos os anos, o evento relembra a abolição da escravatura no Brasil sob a ótica da resistência negra, reúne grupos do patrimônio imaterial sul-capixaba e centenas de visitantes que prestigiam essa grande exaltação cultural, conduzida há mais de 60 anos pela mestra de caxambu Maria Laurinda Adão.

O Raiar da Liberdade é um espaço de reflexão, por isso, um dos grandes destaques da programação deste ano foi o debate com o tema “13 de maio, abolição inacabada: racismo estrutural e religioso no Brasil”, sob a mediação da professora e escritora Luciene Carla Francelino.

 A festa deste ano foi realizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), da Secretaria da Cultura (Secult), e contou com o patrocínio da Antônio Autopeças.

O Raiar da Liberdade de Monte Alegre também integrou as atividades do Pontão de Cultura Associação de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Cachoeirense, um projeto contemplado pela Lei Cultura Viva, por meio do Edital n° 006/2024 – Projetos Continuados de Pontões de Cultura, da Secretaria da Cultura (Secult), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura (MinC), do Governo Federal. Com apoio do Instituto de Preservação do Patrimônio Cultural Ádapo.

 “Quando falamos em abolição inacabada, estamos questionando uma liberdade que não garantiu dignidade, terra, educação, oportunidades ou reparação histórica para a população negra. Realizar esse debate em um território quilombola fortalece ainda mais o significado desse encontro, porque os quilombos representam resistência, memória, ancestralidade e luta coletiva”, afirma Luciene Carla.

Também compuseram a programação do evento um missa afro, celebrada pela Pastoral Afro da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, a apresentação de diversos grupos de folia de reis, capoeira, jongo, charola de São Sebastião, boi pintadinho e caxambu, além da tradicional feijoada comunitária, preparada pelos próprios moradores do quilombo e que possui uma grande importância para o povo negro. Todos esses momentos contribuem para fortalecer laços e reafirmar o espírito coletivo e histórico que sustenta o evento.

“Sempre que uma festa como esta é realizada, nós estamos reavivando nas pessoas a memória de um passado que não pode ser esquecido, pois ainda se reflete no presente, em inúmeras situações de racismo todos os dias. Esse é um tema que não pode sair de pauta”, explica o pesquisador e coordenador do projeto, Genildo Coelho Hautequestt Filho.

Reconhecimento e valorização do Raiar da Liberdade

A 138ª edição ganha um contorno ainda mais histórico e: a festa Raiar da Liberdade foi declarada como Patrimônio Cultural Imaterial do Espírito Santo, em 2024. O título foi entregue diretamente às mestras Maria Laurinda, Adevalmira, Neuza, Geralda e Zeli, em cerimônia oficial, e coroa uma luta contínua pela valorização da cultura cachoeirense e capixaba.

Além disso, a escola de samba Unidos da Piedade, de Vitória, anunciou que o tema de seu desfile para o Carnaval da capital, em fevereiro de 2027, será justamente o Raiar da Liberdade, o que consolida a importância dessa festa para a identidade cultural capixaba e cachoeirense. “Agora é a vez da nossa comunidade e do nosso caxambu ganharem a avenida com a Piedade. O samba e o caxambu são companheiros, nasceram da mesma raiz”, comenta Maria Laurinda.

 

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