Orquestra Sinfônica do Espírito Santo apresenta um mergulho no universo operístico de Richard Wagner
A Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (Oses) convida o público para uma imersão na grandiosidade da obra de Richard Wagner, um dos compositores mais influentes da história da música. Nos próximos dias 23 e 25 de junho (terça-feira e quinta-feira), às 20 horas, o palco do Teatro Sesc Glória recebe as séries Pré-estreia e Concertos Sinfônicos, sob a regência do maestro Helder Trefzger e com a participação especial da renomada soprano brasileira Eliane Coelho.
Reconhecida internacionalmente por suas interpretações do repertório germânico, especialmente das heroínas wagnerianas, Eliane Coelho se junta à Oses em uma apresentação que promete emocionar tanto os admiradores da música de concerto quanto aqueles que desejam conhecer mais de perto o universo da ópera.
O programa reúne alguns dos mais emblemáticos prelúdios e aberturas das óperas wagnerianas, revelando a força dramática, a riqueza orquestral e a intensidade emocional que transformaram Wagner em um marco da música do século XIX. O público poderá apreciar trechos de obras consagradas como Lohengrin, Tannhäuser, Tristão e Isolda e Os Mestres Cantores de Nuremberg, em um concerto que percorre diferentes momentos da trajetória criativa do compositor alemão.
Os ingressos estão à venda na bilheteria do Sesc Glória e também pela internet, no link da bio do instagram @sinfonicaes e custam R$ 20 (inteira), R$ 15 (conveniado), R$ 12 (cartão empresário) e R$ 10 (meia-entrada para comerciário ou mediante apresentação de um quilo de alimento não perecível).
A realização é da Cia de Ópera do
Espírito Santo (Coes), Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (Oses),
Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Cultura
(Secult), apoio institucional da Rede Gazeta e parceria da Universidade Federal
do Espírito Santo (Ufes).
Notas sobre o repertório
A ópera Die Meistersinger von Nürnberg (Os mestres cantores de Nüremberg) escrita pelo compositor alemão Richard Wagner (1813-1883), foi estreada em 1868. O Prelúdio, majestoso e solene, mas também terno e emocionante, foi construído em torno de quatro temas que se alternam até que três deles se unam em um rebuscado contraponto. O primeiro tema, em sua austeridade rigorosa e a sua eloquência ostentatória, caracteriza os Mestres. O segundo é um motivo leve e gracioso, introduzido pela flauta e evoca sentimentos amorosos. O terceiro tema traz a atmosfera do primeiro, com a pompa da corporação dos Mestres e o quarto motivo retrata o amor declarado entre dois jovens.
Da ópera Lohengrin teremos o Prelúdio e o Prelúdio do Terceiro Ato. Wagner dirigiu a estreia de Lohengrin em agosto de 1850. O prelúdio, ao invés de resumir uma ação, serve para criar uma atmosfera, trazendo o tema do Graal, exposto primeiramente pelos violinos seguidos por madeiras, trompas e cordas graves. A sonoridade se simplifica e explode em um brilhante acorde sublinhado pelas percussões, um efeito dramático eficaz, antes de a música esmaecer até desaparecer por completo. Já o Prelúdio do Terceiro Ato é triunfal e transborda de alegria. Na realidade, a música é uma marcha nupcial para os dois heróis, Lohengrin e Elsa de Brabante.
Em junho de 1865 foi estreada uma das obras primas mais admiradas em toda a história das óperas, Tristão e Isolda. No Prelúdio, Wagner utilizou seis temas. Os dois motivos fundamentais, a “declaração”, descendente, entregue aos violoncelos e o “desejo”, ascendente, murmurado suavemente pelo oboé. Cada uma das três repetições se abre com o famoso “acorde Tristão”. Outros temas que perpassam a obra são os do “olhar”, do “filtro” (filtro de morte e filtro de amor) e da “libertação pela morte”. Com todas as complexidades de uma linguagem cromática, o trecho percorre toda uma gama dos sentimentos, do paroxismo febril ao apaziguamento final.
A tradição de se apresentar o prelúdio de Tristão e a ária final da ópera deu-se, desde muito cedo, pelas mãos do próprio Wagner. Chamado por ele de Transfiguração (Verklärung), o cântico entoado por Isolda diante do cadáver de Tristão revela os seus sentimentos. Nesse cântico, Isolda se projeta para uma atmosfera em que amor, dissolução, união e morte se integram. O sublime está presente. É o amor transcendente, o amor que só pode encontrar a realização através da morte.
Wagner estreou a ópera Tannhäuser
em 1845. A sua abertura é construída a partir de dois temas. O primeiro, que
será mais tarde o motivo do Coro dos Peregrinos, tem toda a solenidade de um
coral e se desenvolve com majestade, apresentado primeiramente por clarinete,
fagote e trompa. A música caminha progressivamente e explode sobre o
acompanhamento animado dos violinos. A segunda parte da abertura está dominada
pelo tema cromático de Venusberg, antes que toda a orquestra faça ouvir o
brilhante hino de Tannhäuser. O último motivo cabe ao clarinete, antes da volta
do tema dos peregrinos, que conclui a página.
Serviço:
Série
Pré-Estreia e Concertos Sinfônicos
Data:
23/06 (Terça-feira)
25/06 (quinta-feira)
Hora:
20h
Local:
Teatro Sesc Glória | Av. Jerônimo Monteiro, Centro - Vitória
Ingressos
a partir de R$ 10
Teatro Sesc Glória
Av. Jerônimo Monteiro, Centro - Vitória
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