29/09/2010 12h30 - Atualizado em 05/01/2017 15h36

Maes recebe exposição 'Só Lâmina', de Nuno Ramos, na terça-feira (05)

O Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Espírito Santo (Maes), no Centro de Vitória, recebe nova mostra na próxima terça-feira (05), com realização da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), por meio de parceria com o Serviço Social do Comércio do Espírito Santo (SESC - ES).  Nuno Ramos, escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, dá seu nome à exposição, "Nuno Ramos: Só Lâmina", que será aberta oficialmente às 19 horas. A entrada é franca.

A exposição é dividida em três partes: "Só Lâmina", "Luz Negra" e "Carolina". Cada uma delas representa e exemplifica uma dimensão importante e significativa da já extensa obra de Nuno Ramos.

Só Lâmina faz parte da intensa pesquisa que Nuno, desde os anos 80, vem desenvolvendo a respeito das possibilidades que existem para a superfície bidimensional da tela. São onze desenhos, que mostram forte atração que o artista sente pelo literário e o modo como este empolga sua imaginação plástica. Nos trabalhos ele utiliza literalmente a poesia "Uma Faca Só Lâmina" de João Cabral de Melo Neto.

Mais recentemente Nuno se apropria de outro material, já não pertencente à esfera visual, mas auditiva: o som; que pode ser música como no caso de "Luz Negra", com caixas acústicas enterradas no chão sai a voz de Nelson Cavaquinho cantando Juízo Final. Ou simplesmente uma sequência de frases faladas e gravadas que sugerem o repertório de um pouco de tudo que se fala diariamente numa grande cidade; e a interminável e bela cacofonia íntima da metrópole que uma ausente ouvinte, "Carolina", escuta.

O ARTISTA

Nuno Ramos nasceu em São Paulo, em 1960. Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker, cursou filosofia na Universidade de São Paulo (USP), de 1978 a 1982.  Trabalhou como editor das revistas Almanaque 80 e Kataloki, entre 1980 e 1981.

Começou a pintar em 1983, quando fundou o ateliê Casa 7, com Paulo Monteiro (1961), Rodrigo Andrade (1962), Carlito Carvalhosa (1961) e Fábio Miguez (1962), grupo de grande importância na cena paulistana e que existiu até 1985.

Participou da XVIII Bienal Internacional de São Paulo, em 1985, a primeira de muitas bienais de que viria participar.
 
Nuno realizou seus primeiros trabalhos tridimensionais em 1987. No ano seguinte, recebeu do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP a primeira Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas.

Em 1992, expôs pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publicou em 1993, o livro em prosa "Cujo" e, em 1995, o livro-objeto "Balada".

Em 2000, Nuno venceu o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2001, publicou o livro de contos "O Pão do Corvo".

Para compor suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo. Em 2007, Nuno publicou "Ensaio geral", uma coletânea de ensaios e projetos.

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