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SECULT - Secretaria da Cultura

Certificação marca encerramento de curso de formação cultural em Cachoeiro

Publicado em: 15/06/2026 17h20 - Atualizado em: 15/06/2026 17h34

Desde junho de 2025, a Associação de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Cachoeirense, certificada como Pontão de Cultura por meio da Lei Cultura Viva, vem promovendo ações voltadas à formação e ao fortalecimento cultural. Entre elas, destaca-se o curso de Acessibilidade e Inclusão, Letramento Racial, Saberes Ancestrais, Formação de Lideranças e Produção Cultural, encerrado no último sábado (13) com a certificação de representantes do patrimônio imaterial de Cachoeiro de Itapemirim que participaram da capacitação.

A formação foi ministrada pela professora e escritora Luciene Carla Francelino, pelo ativista Almir Forte e pelo gestor cultural Genildo Coelho Hautequestt Filho. O curso integrou uma série de atividades desenvolvidas ao longo dos últimos 12 meses, incluindo festas tradicionais e oficinas realizadas em parceria com grupos de capoeira, bate-flechas, caxambu, folia de reis, boi-pintadinho, charola de São Sebastião e quadrilha.

As ações integram o projeto contemplado pelo Edital nº 006/2024 – Fomento a Projetos Continuados de Pontões de Cultura, da Secretaria da Cultura (Secult), por meio da Lei Cultura Viva, e contam ainda com o apoio do Instituto de Preservação do Patrimônio Cultural Ádapo.

A associação também dará início, no próximo dia 20, ao projeto “Escola de Caxambu e de Capoeira de Vargem Alegre”, no Quilombo Vargem Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim. A iniciativa oferecerá aulas de capoeira e caxambu para crianças e adolescentes, promovendo a transmissão dos saberes tradicionais por meio dos mestres da própria comunidade.

Conhecimentos compartilhados

“São legítimos representantes da nossa cultura, que tiveram a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e agora podem compartilhá-los com os demais integrantes de seus grupos”, afirma Almir Forte.

Luciene Carla Francelino destaca os impactos da formação: “Sem dúvida, esse processo ampliou o potencial de todos, oferecendo condições para ocuparem mais espaços de direito e conquistarem novas oportunidades em suas trajetórias”.

Para a mestra Zeli Ventura, do Caxambu Santa Cruz, a experiência foi transformadora. “O curso foi essencial e acrescentou muito. Cada nova informação e cada conhecimento recebido são guardados com atenção para serem colocados em prática no dia a dia e nas atividades do grupo”, relata.

Coordenador do Pontão de Cultura, Genildo Coelho destaca a importância da continuidade das ações. “Tão importante quanto iniciar um projeto é garantir sua permanência. O Pontão tem a perspectiva de continuidade e pretende ampliar ainda mais suas atividades, inclusive em termos territoriais.”

Vale destacar que diversas ações do projeto foram realizadas em regiões periféricas e áreas rurais de Cachoeiro de Itapemirim, beneficiando diretamente mais de 250 famílias.

As atividades desenvolvidas pelo Pontão da Associação podem ser acompanhadas pelas redes sociais e pelo site da entidade: patrimoniocachoeiro.org/pontao-de-cultura.

Capoeira e caxambu em Vargem Alegre

Enquanto as atividades do Pontão chegam ao fim, um novo projeto começa a ganhar forma no Quilombo Vargem Alegre, localizado no distrito de São Vicente, em Cachoeiro de Itapemirim. A partir do próximo dia 20, será iniciada a “Escola de Caxambu e de Capoeira de Vargem Alegre”, viabilizada pelo Edital nº 04/2024 – Valorização de Territórios e Diversidade Cultural, do Funcultura, da Secretaria da Cultura (Secult).

A iniciativa tem como objetivo oferecer aulas práticas de capoeira e caxambu para crianças e adolescentes da comunidade. O aprendizado ocorrerá de maneira tradicional, diretamente nas rodas, ao som dos instrumentos e por meio do diálogo com praticantes mais experientes.

O capoeirista e oficineiro Carlos Ronaldo Caitano celebra a realização das atividades. “Nós, que fazemos parte da comunidade, percebemos o quanto essas oficinas são fundamentais para o crescimento dos nossos jovens. Além de conhecerem melhor a nossa história, a cultura e as raízes do povo negro, eles evoluem física e mentalmente, desenvolvendo habilidades, disciplina e autoestima. Poder realizar esse trabalho em Vargem Alegre nos deixa muito felizes e ainda mais motivados a continuar”, afirmou.

O projeto também conta com o apoio do Instituto Ádapo. Os encontros serão realizados quinzenalmente até novembro, e todas as atividades serão gratuitas e abertas à comunidade.


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