Banda de Congo Mirim destaca protagonismo infantojuvenil na preservação do Congo de Regência, em Linhares
Crianças e
adolescentes integrantes da Banda de Congo Mirim, de Linhares, participaram do
34º Encontro Estadual de Grupos de Regência da Festa de Caboclo Bernardo, entre
os dias 5 e 7 de junho. O grupo, estruturado pelo projeto sociocultural
Tradições de Mirim, é contemplado pelo Edital Patrimônio Vivo: Valorização de
Cultura Popular do Espírito Santo, da Secretaria da Cultura (Secult), com
recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura), e da
Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura (MinC), do Governo
Federal.
Durante seis meses, o Tradições
de Mirim pôde cumprir seu objetivo de garantir o acesso à cultura popular local
e de contribuir para a preservação e continuação da tradição do congo,
patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo. Entre as ações realizadas,
destaca-se a aquisição de novos tambores confeccionados em madeira oca,
respeitando os modelos utilizados tradicionalmente pelos antigos mestres do
Congo de Regência, formato que com o tempo havia se perdido. Os materiais foram
adquiridos de artesãos locais e de comunidades tradicionais da Aldeia Caieiras
Velha, em Aracruz.
“O principal desafio foi
atender às necessidades do grupo mantendo o respeito às características
tradicionais da manifestação, garantindo que os investimentos contribuíssem
para a preservação da identidade cultural do congo local”, explica Davi Carlos,
capitão da Banda de Congo Mirim e Adulta de Regência, e um dos membros da
equipe do projeto.
Segundo a congueira,
pedagoga, escritora e coordenadora do projeto Michele Boldrini, as
apresentações reforçam o protagonismo infantojuvenil e reforçam a transmissão
dos saberes culturais entre gerações. “O público pôde conhecer e valorizar a
musicalidade, os símbolos e a importância histórica do congo de Regência como
identidade cultural local. Todas as ações e apresentações realizadas pelo
projeto tiveram acesso gratuito do público. Ademais, por meio dos recursos
obtidos pelo projeto, estamos construindo uma rampa de acesso para cadeirantes
no lote do Congo Mirim, onde futuramente teremos a Casa do Congo Mirim”, afirmou.
Sobre o projeto
Tradições de Mirim nasceu da
necessidade de fortalecer a Banda de Congo Mirim, de Regência Augusta, no
Espírito Santo. O grupo não possuía instrumentos próprios, bandeira e outros
elementos de vestimentas. Por meio do projeto, foram garantidas melhores
condições de acesso para que as crianças e os adolescentes continuem
participando desta importante manifestação cultural.
Acompanhe o projeto:
Instagram: congomirimderegencia
Informações à Imprensa:
Assessoria
de Comunicação da Secult
Tati
Beling / Danilo Ferraz / Karen Mantovanelli
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