06/06/2019 14h06 - Atualizado em 06/06/2019 14h27

Alza Alves se apresenta no Palácio da Cultura Sônia Cabral

O show “Aproximadamente eu” será nesta sexta-feira (7) e tem entrada gratuita.

Cantora, professora e fonoaudióloga, o dia parece não ter horas suficientes para Alza Alves desempenhar todas as suas facetas. Algumas delas poderão ser conhecidas nesta sexta-feira (7), no show “Aproximadamente eu”, que a artista apresenta às 20 horas, no Palácio da Cultura Sônia Cabral, no Centro de Vitória. A entrada é franca.

“O disco foi lançado em 2016 e se chama ‘Aproximadamente eu’, porque todas as músicas têm um pouco do meu retrato. O show ainda tem mais, nele eu canto Carmem Miranda, Caetano Veloso, Milton Nascimento”, adianta Alza Alves.

Além do Sônia Cabral, a cantora também se apresenta no Festival Santa Jazz em Santa Teresa, no dia 15 de Junho. Ambos os eventos foram aprovados por meio do edital de Circulação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) 2018 e utilizam recursos do Funcultura.

“Eu me sinto privilegiada de sido aprovada e poder fazer o show em lugares maravilhosos. O Sônia Cabral é um teatro lindo com uma estrutura superlegal. E, dentro de um Estado que tem um secretário de Cultura que representa a cultura, principalmente pela experiência que o Fabrício Noronha teve e pelas conexões que a gente vê que ele já está fazendo. Ele posta muito nas redes sociais. Eu vejo isso como uma prestação de contas para o povo. A gente está numa situação muito melhor que o resto do Brasil”, conta Alza Alves, lembrando que a classe artística ainda é marginalizada e sofre com o preconceito.

Nesta sexta-feira, a cantora apresenta ao público um show divertido, descontraído e instigante.  Ela será acompanhada dos músicos Edu Szajnbrum, nas percussões; Fábio Calazans, no violão e guitarra; Roger Bezerra no teclado; Hugo Maciel no baixo; e Andréa Ramos no backing vocal. Os arranjos são de Sérgio Benevenuto.

O disco “Aproximadamente eu” traz parcerias com grandes músicos brasileiros e recordações de uma vida em meio à música. A faixa “Quatro cantos” foi criada em parceria com Sergio Benevenuto. Os dois se uniram para musicar uma poesia do capixaba Tercio Ribeiro de Moraes.  “Do nada” é fruto da mesma parceria, demorou 19 anos para ser terminada e só entrou no CD, segundo a cantora, porque Benevenuto exigiu que Alza terminasse. “Prece ao vento” era cantada pela mãe para que Alza dormisse quando era pequena. Ela tem participação do Silva.

“Maná”  tem no violão a parceria com Lenine. A música foi gravada há 22 anos, foi remasterizada e mantida no CD. “Nós ligamos para o Lenine e ele achou incrível. Um violão vintage. E, essa música não está no show porque esse violão é intocável. Só Lenine que toca. É a pura verdade. Eu gosto muito dessa música”, conta aos risos.

A cantora

Carioca e radicada em Vitória, Alza Alves sempre esteve em contato com a música. Quando era criança, aprendeu a tocar piano vendo sua irmã praticando. “Eu cantei antes de falar. Minha casa sempre foi muito movimentada por música: seja escutando, seja cantando. Na minha casa a gente escutava Beatles, Jimi Hendrix, Tom Jobim, Chico Buarque, Gil. E tudo isso me inspira”.

Em seus 37 anos de carreira, são muitas histórias para contar. “Quando eu era jovem, a gente fazia muitas coisas importantes e não tinha selfie, nada para comprovar. Quando eu era produtora cultural do Circo Voador, nós fomos contratados para fazer a produção artística de uma feira de gado em Campos. Selecionamos os artistas que iam tocar tentando agradar a todo mundo. Então a gente tinha Sergio Reis e Sidney Magal, trio elétrico do Armandinho, Dodô e Osmar, e também Jamelão, com a bateria da Mangueira. Além do Chacrinha. E o dono da feira queria que tivesse show de calouros. Mas a produção do Chacrinha só fazia se tivesse 20 calouros e só se inscreveram 16. Nós éramos quatro produtores. Arrumamos pseudônimos e roupas diferentes e fomos. Fiquei em segundo lugar. Isso foi em 1986, foi muito divertido”, explica Alves, que na época ganhou uma vaca dourada como troféu de segundo lugar.

Embora não tenha sido uma cantora que fez sucesso aos 25 anos, nas palavras de Alza, sua vida artística sempre foi bem diversificada, já foi até palhaça no México. “O Circo Voador foi para o México na época em que o Brasil perdeu o pênalti da copa do mundo para a França. E eu estava lá, eu vi ao vivo. Eu fui como produtora e como uma família de palhaços. A gente fazia divulgação do Circo Voador na rua. Eu estava no México, vestida de palhaça”.  

Nas décadas de 80 e 90 participou como backing vocal de shows e CD’s de artistas consagrados. Destaque para o show do cantor Tim Maia que virou o DVD Tim Maia In Concert (2007, Sony Music). “Apesar de a gente não ter trocado uma palavra, estar ali fazendo parte do trabalho de um ícone da MPB foi superimportante”.

“Fiz Tai Chi em Parati. Participei de um teatro de bonecos, em que eu só ficava parada vestida de preto no palco. Fui pra Nova York. Peguei elevador com a coreógrafa alemã Pina Bausch. E se me chamarem eu ainda faço tudo isso de novo. Meu sonho é ser backing do Gilberto Gil. Para mim ele é a maior lenda viva da Música Brasileira. Eu acho ele um ser humano impressionante, grande compositor e um violonista impar”.

Texto: Carla Nigro

Serviço:

Show “Aproximadamente EU” da cantora Alza Alves (Edital de circulação da SECULT – ES)
Local: Palácio Sônia Cabral – Centro Histórico de Vitória.
Data: 7 de junho
Hora: 20 horas
Entrada Franca


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