Formação de educadores explora possibilidades artísticas com a tintura do Urucum
Integrando as ações da exposição Vermelho Urucum, da artista Ione Reis, acontece neste sábado (31), uma formação voltada para educadores sobre as possibilidades artísticas da tintura do urucum. Estão sendo ofertadas duas turmas, a primeira na parte da manhã de 10 às 12 horas, e a segunda à tarde de 14 às 16 horas, na Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio de um formulário on-line, mais informações estão disponíveis no Instagram da artista (@ionereisart)
O encontro será conduzido pelas arte-educadoras da exposição: a pesquisadora e artística, Aline Amaral, e a pesquisadora e mestra em Artes, Mariana Galacha. Contando com a distribuição de material educativo exclusivo, a formação vai promover aprendizados e práticas para educadores experimentarem o pigmento do urucum com diferentes materiais, como a goma da tapioca e óleos vegetais, para gerar pinturas em aquarela com inserção de sementes.
Explorando caminhos expressivos, pedagógicos e artísticos para levar a prática para dentro da sala de aula, a experiência vai entrelaçar conhecimentos da botânica, ecologia e curiosidades do urucum com a ancestralidade afro-indígena. Fruto que inspira a primeira exposição individual de Ione Reis, o urucum é resgatado pela artista ao destacar o potencial de sua pigmentação natural ligada às memórias e costumes afro-indígenas, que fizeram parte da infância e tradições familiares da artista.
Vermelho Urucum
Na exposição, a artista baiana, afro-indígena e residente no Espírito Santo traz o retorno às tradições afro-indígenas como reparação histórica e perpetuação das suas formas de cura, afeto e fortalecimento, destacando seus costumes ligados à natureza e sua importância fundamental na formação da cultura brasileira. Nas obras, Ione resgata histórias de seus avós, de familiares, dos territórios originários, da relação com a terra, com o plantio e o convívio comunitário. A artista apresenta, ainda, obras que celebram tradições como o Congo e o Ticumbi, iguarias ancestrais como o Beiju, referências a Orixás e diversas representações afro-indígenas que atravessam passado e presente, indo dos quilombos e aldeias até as periferias urbanas.
Sobre a artista plástica Ione Reis
A Ione Reis é multiartista e arte-educadora, nascida em 1997, em Itabatã, Bahia. Desde 2016, vive e trabalha em Vitória (ES). É bacharel em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Sua pesquisa articula memória, território e ancestralidade a partir de uma poética afro-indígena, na qual a pintura, os pigmentos naturais, a instalação e outras linguagens constroem uma prática que a artista denomina “Artevivência”. Seu trabalho investiga as relações entre corpo, território e resistência, evocando saberes ancestrais e experiências afro-diaspóricas.
Com trajetória nacional e internacional, participou de exposições e projetos no Brasil, na África do Sul e no Peru, incluindo participação no Festival Nosotras Estamos en la Calle, em Lima. Também colaborou com iniciativas ligadas à ONU. Integra o coletivo nacional Trovoa e o acervo permanente do Museu de Arte do Espírito Santo (MAES). Em 2025, recebeu o Prêmio de Honra ao Mérito Cultural e foi condecorada como Comendadora do Estado do Espírito Santo pela Assembleia Legislativa, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura.
As mediadoras da formação
Aline Amaral é educadora-pesquisadora-artista. Atua na confluência entre arte e educação, com experiência em mediação cultural, elaboração de materiais educativos e desenvolvimento de ações educativas em museus e espaços expositivos. Investiga as relações entre natureza, infâncias e processos de criação, articulando saberes ancestrais a vivências sensíveis. Tem especial apreço pela terra e pelos pigmentos naturais como possibilidades de conexão e testemunho da natureza.
Maria Galacha é mestra em Artes, na linha de teoria e crítica de arte (PPGA-Ufes) e graduada em Artes Visuais pela mesma universidade. Autora do livro “Arte Contemporânea no Espírito Santo: gênero, raça e instituições”, desenvolve material educativo e formação para artistas, professores e instituições de arte. Sua pesquisa tem foco na história da arte capixaba e brasileira, com a elaboração de escrita e curadoria.
Serviço:
Formação para educadores | Exposição Vermelho Urucum
Data: 31/10 (sábado)
Horários:
Turma 1 - 10h às 12h
Turma 2 - 14h às 16h
Entrada gratuita com inscrições aqui
Local: Galeria Homero Massena - R. Pedro Palácios, 99 - Cidade Alta, Centro de Vitória
Informações à Imprensa
Assessoria de Comunicação da Secult
Tati Beling / Danilo Ferraz / Karen Mantovanelli
Telefone: (27) 3636-7110 / 3636-7111
Whatsapp: (27) 99753-7583
secultjornalismo@gmail.com / comunicacao@secult.es.gov.br
Assessoria de Imprensa
Lais Rocio - Fôlego Comunicação Cultural
folegocomunica@gmail.com / @folego.comunica