o teatro

História

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O Theatro hoje

O Theatro Carlos Gomes, o mais antigo do Espírito Santo, abriu suas cortinas pela primeira vez em 1927. Localizado no Centro de Vitória, sua inauguração vinha preencher a lacuna deixada pelo Teatro Melpômene, demolido após um incêndio.

Projetado pelo arquiteto italiano André Carloni, sua arquitetura de estilo neorrenascentista foi inspirada no Teatro Alla Scala, de Milão. Administrado inicialmente pelo próprio André Carloni, a primeira peça encenada foi "Verde e Amarelo", de José do Patrocínio e Ruy Pavão, com a Companhia da Revista Tam-Tam.

Em 1929, foi arrendado por uma empresa particular, sendo utilizado apenas para exibição de filmes. As apresentações teatrais passam a ser esporádicas e somente na década de 50, voltaria a ser espaço de arte cênica. Entram em cena grandes companhias como as de Procópio Ferreira, Eva Tudor, Vicente Celestino e Flodoaldo Viana.

Em 1969, a apresentação da peça "Liberdade, Liberdade", com o ator Paulo Autran, marca o início do movimento pela restauração do teatro. As obras resgatam sua arquitetura original. É dessa época a instalação do lustre no centro do teto e a pintura da cúpula por Homero Massena, um dos pintores de maior renome no Estado.

Reinaugurado em 1970, o Theatro Carlos Gomes foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura - CEC em 1983, mantendo-se ativo na apresentação de peças e espetáculos de música e dança.

Com suas fachadas novamente restauradas em 2004, reafirma sua importância como monumento histórico e cultural capixaba. Aos 80 anos, no mesmo palco onde brilharam grandes nomes como Bibi Ferreira, Paulo Autran e Fernanda Montenegro, o Theatro Carlos Gomes continua valorizando e enriquecendo o cenário cultural do Espírito Santo. Um lugar para se celebrar a arte que merece ser aplaudido de pé.

O Theatro hoje

Com sua fachada principal voltada para a Costa Pereira, no Centro de Vitória, capital do Espírito Santo, o Theatro Carlos Gomes é um dos mais significativos pontos turísticos do Estado. Ocupa uma área de 1.788,92 m², com 314 lugares na plateia e três andares de galeria. O teto do Theatro é uma atração à parte: foi pintado por Homero Massena (1885-1974), que inspirou-se nos grandes nomes da música, em instrumentos e notas musicais para compor o cenário. Coroando a fachada principal, esculturas que fazem menção às artes e, no centro, o busto do grande músico brasileiro Carlos Gomes. 


Arquitetura

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Fachada principal

Exemplo de prédio de estilo eclético, seu projeto arquitetônico é baseado no modelo italiano de "teatro em ferradura", caracterizado por uma série de galerias superpostas em torno de uma plateia. O palco é do tipo italiano, com camarins laterais e fosso para a orquestra. O acesso aos camarotes é feito por escadas situadas junto ao hall de entrada e pela plateia, junto às laterais do palco.


Teto musical

Renato Carniato

Teto musical

Homero Massena (1885 - 1974), pintor mineiro radicado no Espírito Santo, inspirou-se nos grandes nomes da música (Carlos Gomes, Vagner, Bach e Verdi), em instrumentos e notas musicais para realizar a pintura no teto da platéia, que merece um destaque especial. A decoração interna de todo o prédio é de grande variedade, incluindo elementos florais, guirlandas, medalhões e máscaras teatrais.

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